sábado, 15 de dezembro de 2012

Alguns poemas que estarão no meu próximo livro

"Despido" (título provisório) está pronto. Estou estudando propostas de contrato com algumas editoras para 2013. Abaixo estão alguns poemas que estarão presentes no meu livro novo.

A VOZ DO SILÊNCIO

À espreita,
os sonhos partem,
repartem,
produzem
medos.

À revelia,
a vida se carnavaliza,
encarna a mentira
e nada diz.

Só o silêncio fala,
                 cala
                        e consente.


NOVO DIA

Suave
          aurora
                       implora
                       renova
                       inova
                                 a nova
                                             forma
                                                        morta.


PÓS-VENTRE

Desde quando
sei
que fui
o que sei
que sou?

Desde quando
perdi
a vida
no pós-ventre
de minha mãe?

Desde que sei
sou
sim
pouco menos
que nada.


BUSCAS

Destino-me a ser
andarilho das palavras
no silêncio que se perde
nos ponteiros do tempo.


EXPURGO

versos abortados
              vomitados
              desgarrados
              expelidos
                                da alma
                                da mente
                                da boca
                                               do poeta
                                                                marginal


NUDEZ

acuda
aturda
agrura
na
  r  u t
g        a

da
 
r  u  a
      
desnuda
que  des
               fi
                 gu
              ra
a crua
lua
puta
e
nua


O PORVIR QUE NÃO HÁ DE VIR

Em trapos,
a alma parece cansada,
alucinada
ao som do nada.

Em farrapos,
a vida parece triste,
em riste,
e, tão só, insiste.

E o dia se vai
levado pelo vento,
pelo envelhecido tempo
de que em vão me alimento.

E nunca mais
será ouvido o canto
que, perdido o encanto,
deixa cacos do homem santo.






sexta-feira, 20 de julho de 2012

Novos poemas


SILÊNCIO

Silêncio e nada.

Silêncio em mim,
silêncio em ti,
silêncio nas palavras
nos versos tortos,
pretensiosos
com cheiro de morte.

Silêncio no adeus,
nas cartas de amor,
nos bilhetes perdidos,
nas liturgias,
nos monastérios,
nos corações.

Silêncio na alma,
nos corpos amantes,
na promessas de antes,
nas ruas solitárias,
na chuva fina de inverno,
nos cafés da esquina.

Silêncio e nada.


INSÔNIAS

Dias amenos,
a menos,
ao menos.
Tenho medo.
Ando recluso
entre um sono intranquilo e uma noite sem dormir.


INFORTÚNIOS DA ALMA

Vida par ti da, p e r
d i da
em algum qua
                 rto
             escuro
               da alma
           s   o  l  i  t  á  r  i  a
que se encontra do a
                              v
                            e
                     o s s
na breve consciência de um silêncio mórbido
                 I M O R A L

 

TERMINAL DA SAUDADE



Sem palavras,

à margem do fim do mundo

que se traduz em mim,

em náusea e vômito.



O amor transborda de medo

em cada esquina,

em cada acaso,

cada caso,

cada tempo,

cata-vento.

Deprimido,

sigo adiante

andando para trás.



O frio abranda o coração,

a vida se esgota

no esgoto da alma,

como engodo

e nojo.


VIDA?



Sem escrúpulos,

o coração sangra.

Sem perdão,

a vida segue.

Pelo caminho,

solidão

em alta dosagem.



Sem mim,

sou perdido.

Sem ti,

perco o destino,

perco a vontade

de viver.



Mas o que seria viver?





A VOZ DO SILÊNCIO



À espreita,

os sonhos partem,

repartem,

produzem

medos.



À revelia,

a vida se carnavaliza,

encarna a mentira

e nada diz.



Só o silêncio fala.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

DEUSES

Ah, Deus!...
ah, teu
adeus,
ateus
a tecer,
a temer
meus
eus.


CREDOS

Creio
na virgem
vertigem
de um passado
seco
incrédulo

Fotos do lançamento de DEVANEIOS

Foi excelente o lançamento do livro DEVANEIOS- poemas, de minha autoria, no dia 27 de abril de 2012, na Cia do Livro Vassouras. Muitas pessoas compareceram (amigos, familiares, membros da Academia de Letras de Vassouras...), foi realmente uma noite muito agradável. Quero compartilhar com vocês esse momento. Vejam algumas fotos: