sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Auto-aceitação


Não consigo fazer parte da felicidade que contagia a multidão.

Acho até empolgante, realmente interessante, mas não consigo contar piadas, dançar, gritar, extravasar como tantos fazem.

Não sou assim, sinto muito.

Se eu mudasse, transgredindo a minha natureza, tudo soaria tão falso, tão forçado, tão errado em mim!...

Prefiro ser um estrangeiro entre os meus, um exilado da minha gente, qualquer coisa que me agrade e não me faça ter vergonha ou pudor de mim mesmo (ainda que muitos não me aceitem como sou).

Basta-me ser eu mesmo para mim.

2 comentários:

___Psiquê___ disse...

Paulinho, que bom que voltou! Senti falta do seus belos textos! Esse é perfeito! Identifico-me com que escreveu! Beijos

Marcelo disse...

rsrsrsrsrsrs...momentos tristes percebo!!escreve como ninguem!!e sabe captar os sons da alma, a voz do silencio...abraço amigo!